Arquivo

Arquivo de setembro, 2002

“Saio deste mundo com a

30, setembro, 2002 FDR Sem comentários

“Saio deste mundo com a convicção de que não é nem a razão nem a verdade que nos guiam: só a paixão e a quimera nos levam a resoluções definitivas.” Epitáfio de David Nasser.

Categories: Uncategorized Tags:

“Desconfio sempre de todo idealista

30, setembro, 2002 FDR Sem comentários

“Desconfio sempre de todo idealista que lucra com seu ideal.” Millôr Fernandes.

Categories: Uncategorized Tags:

É assombroso o número de

30, setembro, 2002 FDR Sem comentários

É assombroso o número de pessoas que gritam, escrevem e fazem passeatas contra as injustiças sociais, mas que são incapazes de ajudar ou mesmo tratar respeitosamente o seu vizinho. O mais curioso, porém, é sua crença de que a melhoria do mundo passa necessariamente pelo aumento de seus privilégios e pela castração dos direitos dos que pensam de modo diferente delas. “Mostre-me um altruísta e eu lhe mostrarei um filho da puta”, escreveu Mencken.

Categories: Uncategorized Tags:

Por que os jornais chamam

27, setembro, 2002 FDR Sem comentários

Por que os jornais chamam Fidel Castro de presidente? Só falta daqui a pouco falarem no democrático Stalin. No altruísta Hitler. No chefe de estado Lula. Meu deus.

Categories: Uncategorized Tags:

Não deixem de ler a

27, setembro, 2002 FDR Sem comentários

Não deixem de ler a nova coluna do Alexandre Soares Silva, basta clicar aqui. Não deixem de ler as antigas também.

Categories: Uncategorized Tags:

sinuquinha

26, setembro, 2002 FDR Sem comentários

Freud acreditava que toda morte era um suicídio: não apenas uma necessidade biológica, mas também uma vontade inerente ao ser humano de voltar ao pó de partida. Da mesma forma que existe em nós um impulso à vida, algo que nos faz suportar as maiores adversidades, a mesquinharia e a distância do próximo, as catástrofes naturais, o trabalho pesado, a falta de alimentos (vide Moçambique, vide Auschwitz, vide Congo), carregamos também o desejo de que a “bulha e a fúria” da vida cessem por completo.

É difícil aceitar o que diz Freud. A vida pode ser muito mais absurda e incompreensível do que a morte, mas, diabos, a idéia de apagar como uma lâmpada queimada não me agrada nem um pouco. Sou tudo o que tenho. Preciso de mim. E mesmo que a morte não seja a cortina caída pra sempre, mesmo que nos tornemos espírito, fantasma, ectoplasma, ou sei lá o quê, a idéia continua não me agradando nem um pouco. “I can’t imagine anything / that I would less like to be / than a disincarnate Spirit / unable to chew or sip / or make contact with surfaces / or breathe the scents of summer / or comprehend speech and music / or gaze at what lies beyond“.

Mas encare a possibilidade de viver indefinidamente por aqui. Mesmo se a ciência decretar a morte da morte, remover o insulto da velhice, salvar (com backup) nossas memórias, suportaríamos 10 mil anos the slings and arrows of outrageous fortune? The pangs of despised love? Isso contando que o mundo não exploda nesse meio tempo, hipótese altamente otimista.

O fato é que o para sempre me parece tão assustador quanto o nunca mais. A vida as we know it é insuportável a longo prazo, apesar de que pouquíssimos de nós não gostariam de conferir pessoalmente essa afirmação. Acredito que só se pode, em condições normais de temperatura e pressão, preferir a morte à vida quando se tem a eternidade pela frente. Isso, pra mim, é realmente assombroso. Não podemos admitir a morte, nem suportaríamos a vida eterna. Estamos, caros amigos, numa sinuquinha. O negócio é ir prum bar. E beber mais uminha.

Categories: Uncategorized Tags:

“Estar ciente do que é

24, setembro, 2002 FDR Sem comentários

“Estar ciente do que é o Brasil e chegar aos sessenta anos sem se tornar alcoólatra, ficar louco ou se entregar a qualquer tipo de desvario é feito raro.” Paulo Francis, Trinta anos esta noite.

Categories: Uncategorized Tags:

Mas se democracia é o

24, setembro, 2002 FDR Sem comentários

Mas se democracia é o sistema pelo qual um país é governado da forma que merece, let´s face it: merecemos o Lula.

Categories: Uncategorized Tags:

Depois de oito anos consertando

24, setembro, 2002 FDR Sem comentários

Depois de oito anos consertando e arrumando a casa, vamos abrir as portas ao convidado bem trabalhão: Lula vai botar a casa abaixo.

Categories: Uncategorized Tags:

os drops do dudu

23, setembro, 2002 FDR Sem comentários

Tenho me lembrado do Dudu. Mais especificamente, dos drops do Dudu. Dividíamos um quarto num hotelzinho de estudantes em São Francisco e estudávamos na mesma escola. Certo dia ele apareceu com uma caixa de drops – drops recém-lançado, de sabor diferente, mais caro que os outros. Estava empolgado (era capaz de se empolgar com as coisas mais insignificantes). Passou alguns minutos louvando sua nova aquisição e dizendo que no Brasil era impossível encontrar bala semelhante. Quando finalmente o experimentou, seu rosto se contraiu numa expressão de nojo: “Que merda! Tem gosto de pasta de dente!” Curiosamente, continuou a chupá-lo. Perguntei por que ele não o jogava fora: “Porque paguei por essa caixa de drops. Eles podem ser horríveis, mas vou consumi-los até o fim.” Achei que o Dudu era meio pancada. Hoje, engraçado, vejo a vida exatamente como aqueles drops. Pode ser uma merda, pode ter gosto de pasta de dente, mas já que estou aqui, vou até o fim.

Categories: Uncategorized Tags: