Arquivo

Arquivo de agosto, 2003

Uh Uh Uh Uh Uh Uh Uh – Aah Aah

25, agosto, 2003 FDR 16 comentários

Preto Gil disse em Gramado que o Estado, se necessário, obrigará cinemas e televisões a passarem mais filmes brasileiros. Na época da ditadura, Preto Gil era contra autoritarismo. Foi censurado, preso e exilado. Agora está no poder e quer limitar a liberdade de comerciantes, e aumentar privilégios de cineastas. Se o dono de uma sala de cinema se recusar a exibir, por exemplo, o novo filme de Cacá Diegues, será multado? Preso? Exilado? Preto Gil é favorável à sua liberdade de compor, tocar e vender discos, mas é contra a liberdade do dono da sala de cinema de exibir o filme que bem entender. Não é absurdo? Não é, com todo respeito ao nosso ministro, repulsivo?

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Ouça a Fantasia em

24, agosto, 2003 FDR 2 comentários

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Ouça a Fantasia em fá menor D. 940 de Schubert. Ouça a Fantasia em fá menor D. 940 de Schubert. Ouça a Fantasia em fá menor D. 940 de Schubert. Ouça a Fantasia em fá menor D. 940 de Schubert.

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Bundão e Isolda

21, agosto, 2003 FDR 6 comentários

Não há dúvidas. Gerald Thomas é mesmo um bundão.

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West Wing

20, agosto, 2003 FDR 11 comentários

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Embora eu nunca tenha gostado muito da ONU e sempre tenha desconfiado dos que vivem da miséria alheia, eu sentia admiração e simpatia por Sergio Vieira de Mello. Acompanhei angustiado o noticiário de ontem pela internet, como se aquele homem sob os escombros fosse conhecido meu.

O mundo não é um lugar bacana. É uma maldita espelunca.

Espero que pelo menos o atentado em Bagdá sirva para provar que esses camelfuckers não têm um problema com os Estados Unidos. Eles têm um problema com o Ocidente. O grande satã somos todos nós.

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Leia Irmãos Karamazov. Leia

17, agosto, 2003 FDR 17 comentários

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Leia Irmãos Karamazov. Leia Irmãos Karamazov. Leia Irmãos Karamazov. Leia Irmãos Karamazov. Leia Irmãos Karamazov. Leia Irmãos Karamazov.

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For old time’s sake

17, agosto, 2003 FDR 2 comentários

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Acabei de rever Casablanca. É sensacional. Dá vontade de viver na guerra.

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Liberalismo

14, agosto, 2003 FDR 4 comentários

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Liberalismo é que nem escargot. É difícil gostar dele antes de experimentá-lo.

Já socialismo, terceira via e coisas do tipo são incrivelmente sedutores. Parecem bonitinhos, gente fina e coisa e tal. Mas causam uma dor de barriga…

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Vozatroz

13, agosto, 2003 FDR 4 comentários

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Garotas, pelo menos uma dezena delas, falando, alto, altas, na varanda do apartamento ao lado. Discutiam se a perna da Barbie era ou não era definida. Uma dizia que seria uma garota feliz se tivesse pernas como aquelas. Outra gritava que a Barbie nunca malhara. Outra outra ponderava: depende do modelo da boneca.

Ele teria achado tudo aquilo muito engraçado, se não fossem três da manhã e ele pudesse dormir em um ninho de gralhas. O sotaque menina-vazia-e-vulgar-de-classe-média-alta-paulistana começou a irritá-lo profundamente… quando eu abro a boca, eu não falo, eu vozmito… tá?

Então tá.

Rolou pela cama e sentiu inveja de Calígula, de Nero, de Hitler, de Stalin. Tivesse, naquele momento, os poderes que eles tiveram, mandaria aquela varanda pelos ares, transformaria as vozes nos gritos que precedem o mais puro e reconfortante silêncio. Teria se tornado, ele, um rapaz triste, bom e sensível, capaz de grandes paixões e extrema generosidade, em um monstro feliz.

Os muito sensíveis, pensou, estão sempre a um passo da insensibilidade atroz, do desprezo completo pelo nosso único e desgraçado bem, esse lixo tão valioso, atirado desleixadamente pela janela do carro de deus, a vida humana.

No entanto, sabia que não só nunca as varreria da varanda, como nem sequer reclamaria. Quantos quilômetros não teria que percorrer para vencer aquele passo?

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Zip-a-dee-doo-dah

12, agosto, 2003 FDR 8 comentários

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Quando eu era mais jovem, eu achava que todos os executivos, ao se verem sozinhos em suas salas, começavam a fazer caretas, a sapatear em cima da mesa, a jogar papéis para cima e a cantar zip-a-dee-doo-dah zip-a-dee-a my oh my what a wonderful day.

Hoje tenho certeza.

Pois há profissões que não servem para nada. São simplesmente inventadas. Eu estudei marketing durante quatro anos e sei bem do que estou falando. Homens, quando não querem fazer nada, estudam administração ou marketing. Mulheres, psicologia.

Psicologia. Você já viu aqueles sujeitos que vendem vassoura no semáforo? Eu sempre me pergunto se eles já venderam alguma. Puxa, um vendedor de vassoura bem aqui. Que sorte a minha. Eu estava precisando desesperadamente de uma vassoura. Mas será que cabe no carro? Com a janela aberta, acho que cabe. Ei, você! Se eu comprar o biju também, tem desconto?

A psicologia me causa o mesmo espanto que as vassouras no semáforo. Alguém vai a um psicólogo? A sério? Eu sei, um monte de gente faz análise e o diabo e há psicólogos que não param de trabalhar, dão palestras, escrevem livros e ficam milionários. Mas a verdade é que o mundo funcionaria exatamente igual, ou melhor, sem os psicólogos, os executivos, os marketeiros e os vendedores ambulantes de vassoura. Lembro de um personagem de um livro do Nero Wolfe ao descobrir que a psicologia não serve para nada… “e eu sou professor de psicologia há dezessete anos! Merde! Eu poderia pegar mais um pouquinho de uísque?”.

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“Aprendi muitas coisas com Ivan

9, agosto, 2003 FDR 2 comentários

“Aprendi muitas coisas com Ivan Lessa. Algumas delas, só entendi recentemente. Isso de não sair escrevendo um romance atrás do outro, para mim, foi uma conquista difícil, que precisou de muito esforço e muita autoflagelação. Como nem todo mundo teve a sorte de ter um tutor como Ivan Lessa, estou passando adiante suas lições aqui, agora, de graça. Lição número 1: não escreva. Lição número 2: se realmente tiver de escrever, ‘trate o resto da humanidade aos tapas e pontapés’.” Diogo Mainardi.

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