Arquivo

Arquivo de outubro, 2003

Em recente entrevista ao

31, outubro, 2003 FDR 12 comentários

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Em recente entrevista ao Estado de S. Paulo, o presidente do PT, José Genoíno, comparou a política econômica de Lula àquela promovida por Lênin logo após a revolução russa – negando, no entanto, que seu partido queira implantar o socialismo no Brasil. Francamente, eu torço para que Genoíno esteja mentindo. Torço para que o PT não só queira, como tente e consiga implantar o socialismo. Não poderia haver nada melhor. Sei exatamente em que ponto e em que horário é mais fácil saltar o muro da casa do cônsul americano e já tenho o meu discurso pela liberdade decorado. Será moleza. Conseguirei o asilo e viverei tranquilo nos EUA, dando palestras em faculdades, escrevendo artigos e publicando livros. O exílio é perfeito.

Enquanto isso, o pessoal do MST mostrará que um novo mundo é possível – dentro da sua casa, com o seu dinheiro. Fantástico.

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Olê olê olê olá Radá

30, outubro, 2003 FDR 1 comentário

Olê olê olê olá

Radá Radá

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Tirando as favelas, a

30, outubro, 2003 FDR 14 comentários

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Tirando as favelas, a criminalidade, a falta de educação e a comida ruim, o Rio de Janeiro é mesmo uma cidade maravilhosa. Passei por lá no fim de semana e tive o enorme prazer de conhecer Mozart pessoalmente. Esperava um sujeito baixinho, narigudo, de casaca, colete e peruca. Apareceu um cara de brinco, camiseta da seleção brasileira, tênis preto e barba por fazer. Fomos almoçar com o Lima. Discutimos sobre drogas. Mozart acendeu um cigarro e disse: “Na época de faculdade, quando me ofereciam um baseado, eu respondia que não misturava com Marlboro (*)… o problema não é a maconha, mas os maconheiros, esse pessoal que dá um trago e diz: a verdade está atrás do olho.”

(*) Uma coisa que só me ocorreu agora: Mozart fuma Hollywood.

Lima contou algumas histórias divertidas sobre os Medos e Delírios de Hunter Thompson, entre elas essa aqui, e enquanto dávamos risada, mais de cem favelados faziam arrastão a poucos metros do restaurante. Alucinante, cara.

O Rio é uma droga.

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- Voce saiu no jornal

29, outubro, 2003 FDR 1 comentário

- Voce saiu no jornal por que faz parte de uma dessas jovem não-sei-quê?

- Isso. Exatamente.

Rafael Lima, sempre Na Cara do Gol.

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Mais uma volta em torno

25, outubro, 2003 FDR 38 comentários

Mais uma volta em torno do sol. Cada vez mais rápido. Como um carro de corrida com os pneus aquecidos – e menos gasolina.

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Psicologia, s.f. Ciência pela qual

22, outubro, 2003 FDR 4 comentários

Psicologia, s.f. Ciência pela qual se tenta normalizar os loucos e enlouquecer os sãos.

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Na sala de bate-bapo com o Duque de La Rochefoucauld

21, outubro, 2003 FDR 23 comentários

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Na noite de segunda-feira, FDR recebeu François VI, Duque de La Rochefoucauld, em sua sala de bate-papo. Veja os melhores momentos da conversa.

Leia mais…

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Uma vez me contaram

21, outubro, 2003 FDR 21 comentários

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Uma vez me contaram que Charles Chaplin participou anonimamente de um concurso de imitadores do Carlitos. E tirou terceiro lugar. Não sei se é verdade, mas o fato é que eu nunca gostei de concursos. Semprei achei que as chances de ganhar seriam as mesmas participando ou não. Mesmo assim, participei de alguns. Perdi com louvor em todos. Até hoje.

Hoje recebi o Prêmio Especial Taperouge, do Concurso de Narrativas Breves Haroldo Maranhão, o primeiro concurso literário entre blogueiros, promovido pela Meg. Por coincidência, meu amigo e colega de Wunderblogs, Dante, recebeu o mesmo prêmio. Eu não poderia estar em melhor companhia.

Obrigado, obrigado.

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The Wonder Years

17, outubro, 2003 FDR 13 comentários

Durante os Anos Rebeldes, João combate o autoritarismo e a injustiça e nas horas vagas namora a Malu Mader – muito melhor seria se namorasse a Malu Mader e nas horas vagas combatesse o autoritarismo e a injustiça, mas enfim. João é socialista. Discursa na UNE, promove passeatas, distribui panfletos e por fim entra pra luta armada. Assistindo à mini-série de Gilberto Braga, fiquei com vontade de entrar pra luta armada também. Não na época da ditadura militar. Não naquela época. Mas hoje. Imaginem que fantástico:

Embaixador da Venezuela é sequestrado; exigências incluem imediata redução de impostos e fim de barreiras alfandegárias

Prédio do BNDES é assaltado; blogueiro assume autoria

Explode sede da Petrobrás; cinquenta burocratas queimados

Com granadas e metralhadoras, eu lutaria pelo liberalismo no Brasil – que me dizem, hein, hein? Mas evidentemente isso é impossível. Pode-se pegar em armas pelo socialismo. O socialismo apela para os sentimentos com aquele papo de igualdade e coisa e tal. É uma causa simpática, embora, no fundo, seja tão ou mais autoritária e injusta que o regime militar. Já o liberalismo é cético e estritamente racional. E a razão não só não convence ninguém a pegar em armas, como é incompetente para organizar passeatas e tem preguiça de pichar muros. A razão, maldita seja!, é solitária, tímida e medrosa. E no Brasil, quando bota a cara pra fora, toma uma surra dos sentimentos.

Mas a mini-série. Daria um bom longa-metragem. Do jeito que foi feita, com oito horas e ritmo de novela da Globo, cenas bonitas se misturam com cenas ridículas e você (ou pelo menos, eu) acaba ficando constrangido e comovido quase ao mesmo tempo. Nota cinco.

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Mulheres

15, outubro, 2003 FDR 15 comentários

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Algumas mulheres possuem as Quatro Grandes Qualidades: beleza, inteligência, riqueza e bom gosto. São poucas, pouquíssimas, pero que las hay, las hay. Essa incrível concentração de qualidades é agravada pelo fato de que ser mulher já é, em si, uma grande qualidade (a prova disso é que os homens correm atrás delas, e os viados as imitam). É de se esperar que tal concentração obrigue deus a contrabalançar de alguma forma – e aí você tem a explicação para boa parte do sofrimento humano. As pestes, os terremotos, a miséria abjeta de um quarto da população mundial: culpa, claro, das mulheres. E quanto mais culpadas elas forem, melhor. Peste no pessoal, meu bom Senhor!

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