Arquivo

Arquivo de novembro, 2003

Um amigo me deu Cartas

29, novembro, 2003 FDR 9 comentários

Um amigo me deu Cartas a Theo. Veio sem orelha.

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Canta, ó Musa, mas não

24, novembro, 2003 FDR 12 comentários

Canta, ó Musa, mas não agora, agora cala essa maldita boca.

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Comemoramos eventos que marcam a

23, novembro, 2003 FDR 4 comentários

Comemoramos eventos que marcam a marcha amarga do tempo, como aniversário e réveillon, e ficamos de luto quando a morte enfim nos livra das doenças, da calvície, do desamor.

Não faz sentido.

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Puxando o saco de deus

20, novembro, 2003 FDR 38 comentários

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O que leva todo santo a abrir mão dos prazeres deste mundo é a esperança de se dar melhor que nós pelo resto da eternidade. A santidade é o cúmulo do interesse.

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Nunca confie em ninguém que

19, novembro, 2003 FDR 3 comentários

Nunca confie em ninguém que seja capaz de guardar um segredo. Quem é capaz disso, é capaz de tudo.

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Os reinos de César Miranda

18, novembro, 2003 FDR 4 comentários

Os reinos de César Miranda e Daniel Pellizzari foram anexados ao vasto império dos Wunderblogs. É, ao mesmo tempo, fantástico e terrível estar ao lado de tanta gente boa. Vivo constantemente com medo de que o Wundermeister, pelo simples exercício da comparação, descubra que minhas terras são infrutíferas e meus vassalos vagabundos, e acabe por me devolver ao domíno dos Blogspots… ou pior! Ao dos bárbaros Bligs… (os Bligs são a escória dos blogs… a favela blogueira… um dia ainda descem o morro e fazem arrastão pela internet).

Mas seja muito bem-vindo, meu caro César. Seja muito bem-vindo, meu caro Pellizzari. Mi blog su blog.

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Sempre que discuto a revolução

17, novembro, 2003 FDR 7 comentários

Sempre que discuto a revolução francesa, eu perco a cabeça.

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Champinha, 16, assaltou, sequestrou, torturou,

15, novembro, 2003 FDR 56 comentários

Champinha, 16, assaltou, sequestrou, torturou, estuprou durante seis dias e esfaqueou quinze vezes uma garota em Embu-Guaçu, cortando fora um de seus seios e degolando-a. Ainda assim, para o ministro da Justicinha, Marcio Thomaz Bastos, Champinha não deve ir para a cadeia: “Não se pode submeter pessoas que estão em processo de formação ao convívio terrível de um sistema penal defeituoso”. É claro. Champinha poderia sofrer más influências na cadeia. Poderia acabar usando drogas. Pior! Poderia ser mal tratado!

(Cercado de seguranças, dentro de carros blindados e condomínos de luxo, o ministro é contra a redução da chamada “maioridade penal” e favorável ao desarmamento civil.)

Esse negócio de “maioridade penal” para crimes hediondos como o de Embu-Guaçu é de um ridículo atroz. Não há uma única pessoa fora da ONU, das ONGs e do governo brasileiro que não saiba disso. Champinha tinha que ser exemplarmente punido. Eu sei que ouvir sermão do padre Lancelotti na Febem é uma punição e tanto. Mas Champinha merece mais.

A pena de morte talvez seja a única maneira de regenerá-lo.

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Poema do esquecimento

14, novembro, 2003 FDR 3 comentários

o café frio como os lábios de um morto

eu deixei de lado como deixei de lado a luz dos teus olhos

o cigarro metade queimado

eu deixei de lado como deixei de lado a voz dos teus lábios – essa voz tão linda, que quanto menos tinha a dizer, tanto mais dizia!

o café frio!

o cigarro queimado!

o que mais foi que eu não deixei de lado?

eu, que me desfaço como o cigarro no cinzeiro do meu quarto, que me queimo, que me apago, que contemplo minhas próprias cinzas que um dia amaram e lembraram e amaram e lembraram (a vida, isso é certo, se passa é no passado)

eu, como lutei e relutei em não me deixar de lado!

mas agora que teu rosto

como um albatroz abatido

despencou do céu às cinzas

agora que teu rosto não mais se reflete no espelho em que me olho

nem nos ônibus

nem nas ruas

nem nas dores

nem nas rosas

agora que teu rosto

que pra mim já foi deus – e demônio

que já foi anjo – e prostituta

agora que teu rosto

que já foi lindo, já foi feio

já foi jovem, já foi velho

agora que teu rosto

profundo, puro, raso, roto

me desapareceu

como um maldito morto

eu deixo de lado esse passado

neste presente imprestável:

a morte

mais forte

que a morte.

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Não gosto de nada do

13, novembro, 2003 FDR 5 comentários

Não gosto de nada do que eu escrevi entre 1947 e 2063. Foi um período lamentável.

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