


Leio nos jornais que no dia 21 de fevereiro Sergio Naya anotou na agenda: "Rodrigo Terra, ameaça de morte". Na agenda! Isso é o que eu chamo de crime organizado.
Viver custa os olhos da cara. Já dizia Édipo.
Por que os brasileiros que mais detestam os Estados Unidos têm nomes como Jefferson e Wellington?
Em entrevista a Geneton Moraes Neto, o grande Paul Johnson explica as três principais razões para se acreditar em deus:
"A primeira razão é a verdade. Deus existe – e a verdade é mais importante do que tudo. A segunda é a felicidade: com Deus, estamos mais felizes, mais satisfeitos, mais seguros do que sem Deus. A terceira razão: sob o ponto de vista puramente social, um mundo em que Deus fosse amplamente acreditado e respeitado seria um mundo muito mais seguro e melhor."
Que incrível coincidência! São os mesmos argumentos que eu uso para convencer as pessoas da existência de Harry, meu amigo imaginário!
O Brasil devia aprender com deus: quanto mais concentrado o poder, menos as coisas funcionam.
Os socialistas não são apenas maus perdedores. São maus ganhadores. Levaram as eleições espanholas, mas continuam dizendo que o governo em exercício mentiu e manipulou a opinião pública. Ora. Por que o governo mentiria sobre a participação do ETA se a qualquer momento, em qualquer lugar do mundo, outro grupo poderia assumir o atentado? Mentiria de alegre? Por que é legal brincar de Pinocchio?
O que não faltam são indícios contra o ETA (ver post abaixo). É quase certo que esses filhos da puta passaram informações e equipamentos para os muças da Al-Qaeda. O que esses dois grupos queriam era tirar o Partido Popular do poder. Trocar um partido que não faz concessões ao terrorismo por outro que prefere sentar para tomar cafezinho e discutir na boa com eles. Conseguiram.
Em dezembro, a polícia espanhola desbaratou um plano do ETA para explodir 50 quilos de dinamite colocados em mochilas em um trem. Em fevereiro, interceptou uma caminhonete com 500 quilos, que o grupo terrorista basco pretendia explodir em Madri durante a campanha eleitoral. Em março, três dias antes das eleições, dez mochilas explodem em trens. Dentro delas, uma variante da dinamite Goma 2, velha conhecida do ETA – acionada por detonadores fabricados em Vizcaya, província basca.
Ainda assim, dizem que Aznar não tinha e não tem motivo algum para desconfiar do grupo que já matou mais de 800 pessoas. Aznar não passa de um canalha.
A cretinice mundial dá um salto mortal triplo pro delírio da galera. Aplausos, por favor.
O pessoal anti-Bush-Blair-Aznar diz que o Iraque não tem nada ver com a Al-Qaeda. E que a Al-Qaeda atacou a Espanha por causa do Iraque. Há uma contradição em algum lugar aí. Ainda não descobri onde.
Um tal de Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo, acha muito estranho que o ETA seja suspeito dos atentados de Madri. O grupo terrorista basco pode ter matado mais de 800 pessoas, mas "jamais renegou um de seus atos". Pois é. São honestíssimos!
Você pode xingar o Bush e exigir na mesa do boteco a retirada imediata das tropas americanas do Iraque. Pode sair em passeata contra produtos transgênicos. Pode quebrar vidraças do McDonald's. Pode se recusar a ver filmes de Hollywood. Não adianta, amigão. Se há liberdade política e religiosa onde você vive, você é um inimigo dos fundamentalistas islâmicos. E se eles tiverem a oportunidade, pode ter certeza, eles mandarão o seu brilhante cerebrozinho pelos ares.
Se a Europa deu ao mundo Wagner e Melchior, o Brasil deu Fagner e Belchior. Não é maravilhoso?
Não é só a Luma de Oliveira, não. O Brasil também é uma falsa grávida – vire-e-mexe está com gravidez psicológica. Outro dia o presidente do Banco Central falou em crescimento de 6,14% do PIB! É a barriga aumentando, aumentando. Depois, puf. O Brasil é a puta que não pariu.

Alexandre Soares Silva, de cartola, recebe FDR e senhora no lançamento de seu quarto romance, Morte e Vida Celestina. "É um livro de tirar o chapéu", comentou FDR. Todos tiraram, menos Alexandre.
É preciso ser muito viado pra ser contra casamento gay.
Fé, s. f.: crença de que o Mel Gibson é capaz de escrever e dirigir um filme bom.
É hoje (ver post abaixo). Vale a pena perder Gilmore Girls.
Engraçado. Todo mundo que odeia o "imperialismo americano" ficou acordado até tarde, torcendo para que Cidade de Deus ganhasse o reconhecimento do... "imperialismo americano". O filme não ganhou, claro, a imprensa nacional inventou que tinha chances, não tinha (não por falta de mérito, o filme é muito bem feito, maravilhosamente bem montado e tal), e instantaneamente o Oscar voltou a ser apenas uma picaretagem cultural.
*
Um americano está sentado no sofá, cantarolando. Sua mulher chega.
- Que você está fazendo?
- Ué. Cantarolando. Por quê?
- Essa música!
- O que é que tem?
- Não é... Garota de Ipanema?
- E...?
- Ó meu deus!
- O que foi?
- Vendido! Vendido!
- Endoidou, mulher?
- É o imperialismo brasileiro! Eles já tomaram todos os nossos elevadores com essa maldita bossa nova! Agora estão tomando o cérebro do meu próprio marido! Ah, Copland! Ah, Duke Ellington! Ah, Cole Porter!
Oscar é que nem Niemeyer. Uma bosta.