


É tão triste não ter tudo.
Sou a favor da pena de morte, da eutanásia, do aborto, da liberação das drogas e da guerra no Iraque. O resto sou contra.
Alexandre Soares estréia nova coluna, aqui. Eduardo Carvalho continua com a sua, ali.
Meu sonho é ensinar ao Brasil inteiro que não existe nem Paôla nem Bâsh.
Não raro, o verossímil é inacreditável.
(conto curto, para César Miranda, meu mestre)
Enforcou-se porque acreditava que a corda sempre estourava do lado mais fraco.
Lula pode estar cheio de boas intenções, mas as boas intenções já estão cheias do Lula.
Idéias para propagandas do Cemitério Memorial do Carmo.
Outdoor. Defunto, dentro de um caixão luxuoso, pisca e faz sinal de jóia. Cemitério Memorial do Carmo. Isso é que é vida após a morte. (Variação: Cemitério Memorial do Carmo. Passe dessa para melhor.)
Comercial de TV. Menino, sete anos, pálido, está deitado em uma cama de hospital. Vários fios ligam seu corpo a uma máquina. Pai do menino, 40 anos, bem vestido, se aproxima da cama segurando um brinquedo. A mãe, bonita, 35 anos, observa um pouco afastada.
Pai (fingindo entusiamo): "Olha o que o papai trouxe! Aposto que você nunca viu um brinquedo tão legal antes!"
Menino (triste, deixando o brinquedo de lado): "Brigado, pai."
Pai e mãe se olham apreensivos. Pai pega uma bola de futebol.
Pai: "Olha o que eu consegui pro meu filho predileto! Uma bola assinada por todos os jogadores da seleção!"
Menino (triste, deixando a bola de lado): "Brigado, Pai."
Pai vai até a mãe.
Mãe (baixinho): "Fala pra ele do Cemitério Memorial do Carmo."
Pai vai até a cama.
Pai: "Filho, adivinha onde o papai comprou jazigo pra você?"
Filho (hesitante): "No cemitério... Memorial do Carmo?"
Pai faz que sim com a cabeça. Menino abre um sorriso enorme, levanta da cama e abraça o pai. A mãe se aproxima e os três se abraçam e pulam de alegria. Um fio solta e a máquina começa a apitar. Enfermeiras entram correndo, todas sorrindo.
Letreiro: Cemitério Memorial do Carmo. Sempre um final feliz.
O sepultamento é feito na vertical?
Não. Seguindo os costumes tradicionais, os sepultamentos são feitos em jazigos de concreto armado, no sentido horizontal.
O jazigo perpétuo de minha propriedade pode ser usado para sepultar quem eu quiser?
Sim. Ao assinar o contrato, você pode indicar uma relação de beneficiários.
Cemitério Memorial do Carmo – o único com qualidade de vida – mata suas dúvidas.
Ele bebe feito um presidente. Toma cada porre federal.
Frei Betto não é frei. Aliás, não é nem Betto.
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O que esse homem tá fazendo assessorando o Lula? Se ainda fosse o frei Caneca.
Não raro, os que mais detestam o capitalismo são os que mais amam o capital.
Mais um Singer que não serve nem pra passar roupa.
Sou democrata. Mas votar é repulsivo.
A diferença: no Brasil, é a bolsa ou a vida; em Cuba, a balsa ou a vida.
Lula (voz de bêbado): "Revoguem o Passport do correspondente do NY Times. É um péssimo uísque."
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Lula (para o correspondente do NY Times): "Keep walking, keep walking..."
Ricardo Noblat, em seu blog:
"Na reunião ontem em que decidiu o destino do correspondente do NYT no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resistiu aos apelos de ministros e de assessores para que não tomasse a decisão que tomou. Todos ou quase todos que ele ouviu foram contra a cassação do visto de permanência no país do jornalista. A certa altura da reunião, um dos ministros argumentou:
- Presidente, o jornalista é casado com uma brasileira. E a Constituição concede a ele o direito de ficar aqui...
A frase do ministro foi interrompida pelo comentário do presidente:
- Foda-se a Constituição.
O presidente estava furioso. Mais do que furioso: descontrolado em alguns momentos. Berrou, disse palavrões e esmurrou a mesa do seu gabinete de trabalho no Palácio do Planalto."
Eu tinha escrito sobre a Ilíada: "Ah, como é bom chegar em casa depois de um dia de trabalho e relaxar vendo aqueus e troianos espatifarem crânios nas cercanias de Tróia." Desisti de postar quando li na Veja sobre Tróia, o filme – dirigido pelo diretor de Inimigo Meu e com o Brad Pitt no papel de Aquiles.
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A matéria é assinada por Isabela Bocóv:
"(...) não há como garantir que a Guerra de Tróia seja real, ou que tenha se passado da forma descrita (por Homero)".
É mesmo? Será que Zeus nunca voou em uma carruagem atrelada a cavalos com crinas de ouro e lançou raios assustando os aqueus?
Existem poucos blogs bons escritos por mulheres. Mas em fotologs elas são imbatíveis.
"Poucos escritores têm o humor e a imaginação de Dennis D."
The FDR Review of Books
"O Filho do Hipnotizador seria A Vida como ela é contada por Sherazade e transcrita por Proust, se não tivesse sido escrito por Dennis D."
FDR Literary Supplement
"Louco e elegante, trágico e engraçado, bizarro e poético. Atende pelo nome de Filho do Hipnotizador. Favor entrar em contato com Dennis D."
The FDR Post
Olha o que diz o Tom Rainbow, também conhecido como Isaac Asimov:
"Somos robôs orgânicos sofisticados, controlados por uma molécula de DNA que tem quatro bilhões de anos; todas as nossas ações obedecem ao seu imperativo prebiótico de fazer mais cópias de si mesmas. Uma vez que você entenda esse fato, não precisa ir mais à igreja. Qual, porém, o interesse do seu DNA em que você envelheça e morra? Na verdade, por estranho que pareça, o seu DNA é imortal. Ele vem sendo copiado e recopiado há quatro bilhões de anos. Quando você tem filhos, você torna a copiá-lo e o introduz em mais um robô orgânico. O DNA só está interessado na sua sobrevivência até que você se torne suficientemente maduro para procriar. Depois disso, ele abandona você. Você envelhece e morre, ou porque não é mais importante para o futuro do DNA, de modo que não importa que você perca a capacidade de consertar seu corpo, ou porque o DNA o considera como uma ameaça a sua imortalidade, e toma os passos bioquímicos necessários para que você morra aos poucos. Seja como for, o preço que pagamos pelo sexo é a morte."
E agora me diz: que tipo de monstro insensível pode insistir para que a gente seja monogâmico?
No The Sims, o objetivo de quem manda no jogo é deixar as pessoas felizes. Na vida – como direi? – real, é deixá-las infelizes. Eis toda a diferença.