


Depois da Folha de S. Paulo e da Meg, chegou a vez do Porfírio, do Canjicas (como se existisse algum outro Porfírio), me entrevistar.
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Eu não gosto muito de auto-promoção, mas promoção nenhuma pode ser ainda pior. Meu livro de contos, Todas as Festas Felizes Demais, já está em pré-venda na Cultura e no Submarino.
Gostaria de ter duas vidas. Assim poderia viver como um maluco irresponsável nas duas, e não precisaria ficar me preocupando em não desperdiçar a única que tenho.
O inferno são os outros. O paraíso são as outras.
Ah, se as pessoas fossem como nos testimonials do Orkut!
Todas as Festas Felizes Demais, meu primeiro livro de contos, será lançado no dia 11 de agosto, na Casa do Saber, pela editora Barracuda.
E daí?
E daí que um dos donos da Casa do Saber é a Maria Fernanda Cândido, a orelha do livro foi escrita pelo Fabrício Carpinejar e o vinho vai ser di grátis.
Mais?
Eu vou estar lá das 18h às 23h, e não quero ficar sozinho, assinando livros para os amiguinhos do Harry, meu amigo imaginário.
O espetacular documentário Migração Alada não tem nenhum efeito especial, mas várias cenas parecem de mentira. A realidade é muito mal feita. Um nerd com um Macintosh faz filmes mais realistas.
ALGUMAS OPINIÕES SOBRE O LIVRO WUNDERBLOGS.COM
"Existe, sim, vida inteligente no planeta virtual." Daniel Piza, O Estado de S. Paulo
"(...) o livro mais original e de leitura mais agradável lançado neste ano no Brasil." Reinaldo Azevedo, Primeira Leitura.
"(...) depois que você ler o livro, aí lasciate ogni speranza... – a dimensão é outra, a voltagem é outra, você vai ver. Leia! acredite." Meg Guimarães, Sub Rosa.
"Eu odeio essa gente que se acha muita merda só por que fala engraçado e tem o humor ácido. Poupem-me." Barbie Killer, Menina Veneninho.
"(...) eu não li e não vou comprar." Maritza Ogra, A Caverna da Ogra.
Escreveu um bilhete de suicídio tão bom, mas tão bom, que teve que se matar.
Se vestia tão bem que dava vontade de vê-la vestida sem roupa.
Estava lá, na porta do elevador.
"É vedada, sob pena de multa, a entrada de pessoas de qualquer raça, sexo, cor, origem, condição social, idade, porte ou deficiência e doença, nos elevadores deste edifício."
Era o elevador anti-social.
"Vitória Aparecida nasceu prematura e abaixo do peso, parto complicado. Icterícia, primeiros dias na incubadora. Na infância sofreu de bronquite. Muito jovem teve pressão alta. Um câncer extirpou-lhe o útero. Reumatismo. Perna amputada. Na velhice foi para um asilo. Teve a morte que sempre sonhou. Dormindo."
Ana Paul, Vitória.
No! Palocci non son;
se il viso è pallido,
è di vergogna, e smania di vendetta!
(conto curto, para Rinaldo Teixeira)
Era uma puta sifiliticamente gostosa. Ele abaixou o vidro do carro:
– E aí, gata, que horas cê larga o serviço?
Quem quer que goste de Bach
Meu deus, não pode ser má
EM BUSCA DA PIOR PIADA DO MUNDO
Na cama, ele gostava de papai e mamãe. O problema era que a cama era apertada demais para os quatro.
COMO PARAR DE FUMAR
Sente-se com as pernas cruzadas. Relaxe. Feche os olhos. Inspire. Segure o ar. Expire. Repita cinco vezes, em voz baixa: cigarro faz mal, eu não preciso de cigarro. Imagine lugares amplos. Praias. Montanhas. Conte até dez, pausadamente. Depois, pelo amor de deus, acenda um cigarro.
Medida de contenção populacional, em caráter de urgência: eliminação de todas as pessoas que terminam cartas escrevendo "sem mais".
Era tão solitário, tão solitário, que não tinha nenhum amigo no Orkut.
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Ah, hoje o FDR faz dois anos. Obrigado, obrigado.
Fui tirar a segunda via da carteira de identidade. Uma mulher atendia a fila, ajudada por um anão vesgo e corcunda.
Anão: "Posso fumar?"
Mulher: "Não."
Anão: "Só um pouquinho."
Mulher: "Já disse que não, porra."
O anão ficou quieto e eu fiquei a pensar que tipo de gente, que tipo de mundo, proíbe um anão vesgo e corcunda de fumar seu cigarrinho.
Na hora do vamos ver, ficou cego.
A pluralidade de opiniões é muito importante – e isso não se discute.

E já que estamos falando no Wunderblogs.com, parabéns ao designer Marcelo Girard. O livro ficou muito bonito. Pena ter textos de um tal de FDR dentro.
E obrigado a Freddy "Phlip Seymour Hoffman" Bilyk e Isabella Marcatti.
Ontem teria sido uma noite para se lembrar, se não tivesse tanta bebida por perto.
Quantas vezes já não cantei, bêbado, imitando Marlon Brando em Guys and Dolls?
Suddenly I'll know when my love comes along
I'll know then and there
I'll know at the sight of her face
How I care, how I care, how I care
And I'll stop. And I'll stare.
And I'll know long before we can speak
I'll know in my heart.
I'll know and I won't ever ask
Am I right, am I wise, am I smart.
And I'll stop. And I'll stare.
At that face. In the throng.
Yes, I'll know when my love comes along
I'll know
When my love comes along.
Valeu, Brando.
Ele perguntou, depois de ver Plínio Marcos: é teatro maldito, ou maldito teatro?