Arquivo

Arquivo de setembro, 2004

Aliás, como o Chico Buarque

30, setembro, 2004 FDR 19 comentários

Aliás, como o Chico Buarque pode ter feito as músicas mais bonitas que eu conheço contra a ditadura e ser a favor de outras ditaduras?

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Em 2003, o poeta e

30, setembro, 2004 FDR 7 comentários

Em 2003, o poeta e jornalista Raúl Rivero foi preso em Cuba por defender a liberdade de expressão. Pegou 20 anos. Acabei de ler três poemas dele:

Suite de la muerte

Ensayo sobre la tirania

Orden de registro

Tem mais no site. Obrigado ao Pedrinho pela dica.

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Dez motivos pelos quais vale

29, setembro, 2004 FDR 11 comentários

Dez motivos pelos quais vale a pena viver (d’après Woody Allen):

Fred Astaire cantando para Ginger Rogers em O Picolino;

Gene Kelly dançando na chuva;

A Flauta Mágica do Mozart dirigida pelo Bergman;

Summertime tocada pela Traditional Jazz Band;

Os Irmãos Marx;

Champagne;

Tolstói;

Manhattan (a do Woody Allen);

Paris;

e, sobretudo, você (não você, ela ali).

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so much depends upon a

29, setembro, 2004 FDR 2 comentários

so much depends

upon

a red wheel

barrow

glazed with rain

water

beside the white

chickens.

The Red Wheelbarrow, William Carlos Williams.

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Vai um link aí? RTFM

28, setembro, 2004 FDR 2 comentários

Vai um link aí?

RTFM

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Quem me conhece e acompanha

28, setembro, 2004 FDR 9 comentários

Quem me conhece e acompanha o FDR sabe que poucas vezes falo de minha vida pessoal (exatamente por ela ser, hum, pessoal). Mas hoje quero falar dela. Esse ano foi para mim, talvez, o mais produtivo e recompensador de minha vida. Escrevi mais de dez roteiros para tevê, publiquei dois livros (e vou participar de duas antologias que devem sair até o final do ano) e colaborei em um argumento de um longa-metragem. Além disso, conheci e convivi com pessoas tão inteligentes, boas e agradáveis que por alguns momentos cheguei a esquecer completamente que somos feitos da mesma matéria de que são feitos os pesadelos.

Mas de repente, não mais do que de repente, tudo começou a dar errado. Esses últimos dias foram para mim de uma tristeza sem fim.

Hoje de manhã, quando eu achava que seria mais fácil enfrentar mil demônios do que abrir um sorriso, eis que vejo, no blog do Dennis D., uma crítica extremamente generosa do meu livro de contos.

Dennis é autor de um dos melhores livros de contos que já li, O Filho do Hipnotizador, e seu estilo e suas histórias têm sido para mim uma enorme fonte de influência e referência literária.

Encontrar palavras tão carinhosas de alguém que admiro tanto ajudam a restaurar em mim não apenas aquela força meio inexplicável que faz o homem continuar em frente, mas aquele desejo (não menos inexplicável) de melhorar a si e ao sol, e tornar o lugar em que vive, se não o melhor dos mundos possíveis, ao menos um pequeno espaço coerente na imensidão do caos reinante.

Como os caledônios, que mantiveram sua liberdade numa pequena faixa de terra escocesa, a despeito de todo o poderio bélico romano, eu luto, com a ajuda do Dennis e de mais algumas preciosas pessoas, para manter um pouco de sanidade e alegria de viver em um mundo que tem se apresentado – ai, cada vez mais – tão cruel e caótico.

É isso aí.

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O Meu Pipi é o

28, setembro, 2004 FDR 7 comentários

O Meu Pipi é o caralho. Meu nome é Wunderblogs.

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Acho que nunca parei de

27, setembro, 2004 FDR 3 comentários

Acho que nunca parei de chorar

Da maternidade que não me lembro

À UTI que não quero lembrar

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Hello, I must be going,

25, setembro, 2004 FDR 14 comentários

Hello, I must be going,

I cannot stay, I came to say, I must be going.

I’m glad I came, but just the same I must be going.

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Às vezes a felicidade aparece

24, setembro, 2004 FDR 11 comentários

Às vezes a felicidade aparece nos lugares mais improváveis – como, por exemplo, em você.

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