


Aliás, como o Chico Buarque pode ter feito as músicas mais bonitas que eu conheço contra a ditadura e ser a favor de outras ditaduras?
Em 2003, o poeta e jornalista Raúl Rivero foi preso em Cuba por defender a liberdade de expressão. Pegou 20 anos. Acabei de ler três poemas dele:
Tem mais no site. Obrigado ao Pedrinho pela dica.
Dez motivos pelos quais vale a pena viver (d'après Woody Allen):
Fred Astaire cantando para Ginger Rogers em O Picolino;
Gene Kelly dançando na chuva;
A Flauta Mágica do Mozart dirigida pelo Bergman;
Summertime tocada pela Traditional Jazz Band;
Os Irmãos Marx;
Champagne;
Tolstói;
Manhattan (a do Woody Allen);
Paris;
e, sobretudo, você (não você, ela ali).
so much depends
upon
a red wheel
barrow
glazed with rain
water
beside the white
chickens.
The Red Wheelbarrow, William Carlos Williams.
Vai um link aí?
Quem me conhece e acompanha o FDR sabe que poucas vezes falo de minha vida pessoal (exatamente por ela ser, hum, pessoal). Mas hoje quero falar dela. Esse ano foi para mim, talvez, o mais produtivo e recompensador de minha vida. Escrevi mais de dez roteiros para tevê, publiquei dois livros (e vou participar de duas antologias que devem sair até o final do ano) e colaborei em um argumento de um longa-metragem. Além disso, conheci e convivi com pessoas tão inteligentes, boas e agradáveis que por alguns momentos cheguei a esquecer completamente que somos feitos da mesma matéria de que são feitos os pesadelos.
Mas de repente, não mais do que de repente, tudo começou a dar errado. Esses últimos dias foram para mim de uma tristeza sem fim.
Hoje de manhã, quando eu achava que seria mais fácil enfrentar mil demônios do que abrir um sorriso, eis que vejo, no blog do Dennis D., uma crítica extremamente generosa do meu livro de contos.
Dennis é autor de um dos melhores livros de contos que já li, O Filho do Hipnotizador, e seu estilo e suas histórias têm sido para mim uma enorme fonte de influência e referência literária.
Encontrar palavras tão carinhosas de alguém que admiro tanto ajudam a restaurar em mim não apenas aquela força meio inexplicável que faz o homem continuar em frente, mas aquele desejo (não menos inexplicável) de melhorar a si e ao sol, e tornar o lugar em que vive, se não o melhor dos mundos possíveis, ao menos um pequeno espaço coerente na imensidão do caos reinante.
Como os caledônios, que mantiveram sua liberdade numa pequena faixa de terra escocesa, a despeito de todo o poderio bélico romano, eu luto, com a ajuda do Dennis e de mais algumas preciosas pessoas, para manter um pouco de sanidade e alegria de viver em um mundo que tem se apresentado – ai, cada vez mais – tão cruel e caótico.
É isso aí.
O Meu Pipi é o caralho. Meu nome é Wunderblogs.
Acho que nunca parei de chorar
Da maternidade que não me lembro
À UTI que não quero lembrar
Hello, I must be going,
I cannot stay, I came to say, I must be going.
I'm glad I came, but just the same I must be going.
Às vezes a felicidade aparece nos lugares mais improváveis – como, por exemplo, em você.
Intelectuais só metem em mulheres metidas a intelectuais.
Em O Banquete, Mirisola escreveu 29 mini-contos baseados nas gostosas de Caco Galhardo. No final do livro, há um desenho sem história, à espera da contribuição do leitor. Aqui vai a minha:

LÚCIA
Foram 22 anos de trabalho incessante para a construção daquela bunda monumental, daquelas nádegas faraônicas. Obra demagógica, megalomaníaca, superfaturada. Mas o pedágio é barato.
Mais duas resenhas do meu livro de contos, Todas as Festas Felizes Demais. Uma, aqui; outra, menos elogiosa, ali... (aqui, aqui)
Porfirio voltou de viagem. Leiam, leiam.
E não se esqueçam desse conto do Tiezzi aqui.
E o Noronha.
Silvio se apaixonava por todas as mulheres que via e isso é um fato, amplamente documentado e estudado pelo seu amigo Diego Gago. Gago não era gago e nunca gostou de seu sobrenome, mas tinha preguiça de trocá-lo. Era um homem muito preguiçoso, menos para estudar casos psicológicos estranhos.
Silvio era um caso clínico, e dos mais estranhos que Gago já vira. Veja essa manhã de um dia normal da vida de Silvio:
Continue lendo "O Homem Apaixonado"Poeminha a Fidel, Chávez e cia.
Como o cara pode (com aquela cara de bode)
defender o fim das classes sociais
morando em um palácio
e dando ordens a generais?
No Brasil, não existe político. Existe pulhítico.
"As mulheres nos amam pelos nossos defeitos. Se tivermos defeitos suficientes, elas nos perdoam tudo, até mesmo a nossa inteligência."
Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray.
Doralice eu bem que lhe disse
amar é tolice é bobagem é ilusão
eu prefiro viver tão sozinho
ao som do lamento do meu violão
Não conheço – ou não conhecia – metade das pessoas descritas, comentadas e sobretudo elogiadas pelo Millôr em seu último livro, Apresentações. Talvez elas nem mesmo existam. Talvez não tenham o talento que Millôr diz que têm. Talvez sejam chatas, vaidosas, bobas e caras de melão. Mas eu pergunto: importa? Como se diz no jogo do bicho, o que vale é o escrito. E ninguém no Brasil escreve tão bem quanto o Millôr.
PS: Muita gente – e gente inteligente – falou mal do livro. Sergio Faria, por exemplo, escreveu que é "uma espécie de tratado de como lamber os amigos". É verdade, mas de novo: e daí? Por que é considerado feio elogiar os amigos? Não deveria ser o contrário?
Realmente não consigo entender como a religião existia antes do advento de Bach.
César Miranda é um grande frasista. E o melhor: seus textos têm uma frase depois da outra. Especialista também em orações, períodos e parágrafos, só não é bom com o ponto final. Seus textos deveriam continuar, indefinidamente.
(César Miranda por FDR, in Wunderblogs.com)
Olha bem em volta, Zé Dirceu,
e vai concordar comigo:
DEPOIS DOS 40 TODO HOMEM TEM
A CARA DO SEU CARÁTER.
(Bem, óculos escuros sempre escondem um pouco.)
Millôr, na Veja de hoje.
Ah, se as mulheres sempre nos perdoassem como a condessa em As Bodas de Figaro – com aquela melodia, com a voz da Elizabeth Schwarzkopf!
A pessoa humana é o pior tipo de gente.
D'inverno la grassotta, d'estate la magrotta: eis aí toda a minha filosofia, tivesse eu nascido bonito e milionário (não ter nascido bonito nem milionário são meus dois maiores arrependimentos). Para a matar o tempo, acabei por me preocupar com as loucuras do mundo. Forjei ideologias, princípios, convicções. Quis combater a burrice, a feiúra e insensibilidade onde quer que elas estivessem. Um delírio, evidentemente. Mas mesmo que eu ganhasse na Sena, e por milagre passasse a ser atraente, nunca mais poderia me contentar somente com la grassota e la magrotta. É tarde demais. Meu caráter já não aceita facilmente a frivolidade e a insensibilidade. O que, talvez, seja lamentável.
Em O Que Deu Errado no Oriente Médio?, Bernard Lewis cita um "eminente escritor francês que percorreu o Oriente Médio em 1947" (sabe qual? cartas à redação):
Fiz e ainda faço os mais sinceros esforços, durante minhas viagens pelo Oriente, para chegar tarde aos compromissos que eles tiveram a gentileza de marcar comigo e cuja hora foi cuidadosamente discutida e finalmente acertada. Devo admitir que essas virtuosas tentativas permanecem infrutíferas.
Homens sábios e experientes... por vezes me dizem: "Aqui o céu é azul demais, o sol é quente demais. Quem se apressa? Por que estragar a doçura de viver? Aqui, todo mundo está atrasado. A única coisa a fazer é juntar-se a eles. Aquele que chega na hora marcada corre o risco de perder seu tempo e isso, afinal de contas, não tem graça. Portanto, nada de muita precisão. A exatidão estrita tem pequenas vantagens, mas é muito inconveniente. Falta-lhe flexibilidade, falta-lhe fantasia, falta-lhe jovialidade, até dignidade."
Carlos Alberto Montaner escreveu que quando chegou em Madrid, há mais de 30 anos, a Espanha era um país pobre e os espanhóis nunca chegavam a um compromisso no horário marcado. Hoje, depois de reformas liberais e democráticas, a Espanha é rica e os espanhóis costumam chegar no horário.
Tenho poucas certezas, e esta não é uma delas, mas vou dizer assim mesmo (podem anotar, se fizerem questão): quando os brasileiros forem pontuais, o Brasil já não será um país atrasado.
Vai um link aí?
Fundación Internacional para la Libertad
Você gosta de pagar impostos? Então por que diabos você é de esquerda?
*
Segundo o Houaiss, a direita é contra as classes populares. Eu também sou contra as classes populares. Gostaria que elas ganhassem dinheiro e deixassem de ser populares. A esquerda é que gosta delas. Se depender da esquerda, elas nunca deixarão de existir.
*
Dizem que a direita é reaça. Que ACM e Maluf são de direita. Então eu não sou de direita. Mas se direita for simplesmete o contrário da esquerda, ou seja, a favor da diminuição do poder do estado, então eu sou de direita.
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Acredito na liberdade individual e tenho repulsa ao poder arbitrário, seja de empresas, seja do Estado.
Sou contra impostos extorsivos, tarifas alfandegárias, inflação, burocracia, subsídios, privilégios, monopólios e a idéia de que um bando de burocratas sabe o que é melhor pra sua vida do que você mesmo (olha como o tenho em boa conta, meu caro leitor).
Sou, portanto, contra tudo que a esquerda defende. Sou contra tudo o que está aí.
*
Sou a favor do aborto, da pornografia, do casamento gay, da legalização das drogas, da liberdade do indivíduo em todas as instâncias, econômicas ou morais, desde que não prejudique terceiros (ou mesmo segundos ou primeiros). Isso me faz um reaça? Acho que não, mermão.
*
Se você pensar somente em você, você ganhará dinheiro, criará empregos, pagará mais impostos... ajudará todo mundo. Essa é a beleza do capitalismo.
Se você pensar somente nos outros, bem, isso não existe. Esse é o problema do socialismo.
Outra resenha do Todas as Festas que não pega bem colar aqui, mas se você quiser ler lá...
Há músicas – como o allegro da primavera do Vivaldi – que não dá pra saber se são ruins ou ficaram ruins.
Há músicas que não dá pra ouvir por causa das pessoas que as ouvem.
Não existe nada mais anti-religioso do que religião.
Marola, o blog da editora Barracuda, acabou de entrar no ar (ou seria na água?). Um dos primeiros posts reproduz a resenha que Sérgio de Sá escreveu sobre o meu livro no Correio Braziliense. Não coloco aqui porque foi elogiosa.
Terminal é o estado da inteligência do Spielberg.
What happened in one Russian schoolhouse is an abomination that has to be defeated, not merely regretted. But the only guys with any kind of plan are the Bush administration. Last Thursday, the President committed himself yet again to wholesale reform of the Muslim world. This is a dysfunctional region that exports its toxins, to Beslan, Bali and beyond, and is wealthy enough to be able to continue doing so.
You can't turn Saudi Arabia and Yemen into New Hampshire or Sweden (according to taste), but if you could transform them into Singapore or Papua New Guinea or Belize or just about anything else you'd be making an immense improvement. It's a long shot, but, unlike Putin's plan to bomb them Islamists into submission or Chirac's reflexive inclination to buy them off, Bush is at least tackling the "root cause".
If you've got a better idea, let's hear it. Right now, his is the only plan on the table. The ideology and rationale that drove the child-killers in Beslan is the same as that motivating cells in Rome and Manchester and Seattle and Sydney. In this war, you can't hold the line against the next depravity.
Mark Steyn, mais uma vez dizendo o que eu penso, aqui.
Um leitor me perguntou se o Partido Liberal é realmente liberal. Bom. Dá pra imaginar o bispo Crivella ou o José Alencar lendo Bastiat, Lord Acton ou von Mises? HAHAHAHA. Seria engraçado. É a mesma coisa que imaginar a Carla Perez lendo Joyce (o James, não a Pascowitch).
A verdade é que o Partido Liberal é contra o liberalismo. Assim como o Partido dos Trabalhadores é contra os trabalhadores.
Ouvi outro dia o concerto para cravo do Haydn, Trevor Pinnock tocando e regendo, um concerto que o próprio Haydn não incluiu na relação de suas obras completas, e tive certeza de que se ele tivesse deixado apenas esse concerto ao mundo, apenas esse concerto que não está nem relacionado nas suas obras completas, ainda assim teria atingido a imortalidade. Isso é que é gênio.
L’ho perduta
me meschina
Ah chi sa
dove
sarà?
Ah chi sa
dove
sarà?
Domingo, no Estado de S. Paulo, Fernando Henrique disse que o governo do Lula é muito diferente do seu quanto à liberdade de informação. É verdade. Até agora, Lula só fez uma proposta ridícula para acabar com a liberdade de imprensa, com chances mínimas de passar pelo congresso. Fernando Henrique conseguiu aprovar uma lei que estabelece a censura durante três meses em todos os anos eleitorais, proibindo emissoras de rádio e televisão de veicular "opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus orgãos ou representantes".
Fernando Henrique também disse que o Lula, assim como ele, sabe que o mercado não pode ser "o princípio único ou principal para regular a ação das pessoas e assegurar o seu bem-estar". Quando li isso, pensei em um pequeno diálogo que, a meu ver, resume toda a discussão entre liberais (como eu) e esquerdistas (como Sarney, Collor, Fernando Henrique ou Lula):
Esquerdista: E você quer deixar tudo na mão do mercado?
Liberal: E você quer que eu deixe na sua mão?
Eu disse que era um diálogo pequeno. Mas é sério, resume a discussão.
A bisavó do Armandinho não era minha bisavó, e essa é uma informação inútil. O que importa é que Armandinho era meu primo e sua bisavó estava fazendo cem anos. Ou pelo menos foi o que inventou o meu primo, pois a velha, há muitos anos, queimara todos os registros que poderiam indicar a sua idade. Ela já andava de cadeira de rodas e colecionava doenças, algumas raras, das quais se orgulhava muito, dizendo algo do tipo:
- Essa aqui, meus filhos, só eu e uma velhota em Chihuahua temos. É raríssima. Poderia leiloá-la por uma fortuna.
Já andava de cadeira de rodas e colecionava doenças e ainda assim se preocupava com a idade. Nunca pude entender isso, nem você vai entender, a não ser que seja mulher, e nem assim talvez.
Continue lendo "PASSA LÁ"Aldous Huxley escreveu:
Munido de uma lata de chá vazia e um pouco de fio, seda, um punhado de cera de vedação e dois ou três potes de geléia, Faraday enfrentou os misteriosos poderes da eletricidade, saindo-se vitorioso dos enigmas que desvendou. Foi somente uma questão da adequada justaposição da cera, dos potes de vidro e dos fios, e os misteriosos poderes acabaram se rendendo. Tão simples – se fôssemos Faraday.
Se fôssemos FDR, seria simples – com um relógio, dois automóveis e um par de câmeras de vídeo – provar a existência de realidades paralelas.
Tá, Huxley não escreveu a parte do FDR. Mas poderia ter escrito. Eu provei a existência de realidades paralelas – e de maneira espetacularmente simples.
Pra mim, o maior mistério que existia (depois da vida e das mulheres) era o que eu chamava de FTSP, ou seja, o Fenômeno do Trânsito de São Paulo. Faça o teste: saia de casa para o trabalho no auge do rush. Cronometre. No dia seguinte, saia meia hora mais tarde. Cronometre. Você perceberá que, saindo meia hora mais tarde, você chega quinze minutos mais cedo. Não é ilógico? Não.
O que eu fiz foi acoplar câmeras de vídeos a dois carros, um saindo meia hora depois do outro. O percurso era o mesmo: Praça Panamericana – Pedroso de Moraes – Rebouças – Paulista – Casa das Rosas. O segundo carro, claro, chegou meia hora antes do primeiro. Analisei o que as câmeras tinham filmado. A câmera do primeiro carro mostrava tráfego extremamente pesado nas três avenidas, enquanto a câmera do segundo mostrava um tráfego mais ameno. É possível ver o exato momento em que o segundo carro ultrapassa o primeiro. O primeiro está parado no trânsito, o motorista quase chorando de desespero. O segundo carro surge, o motorista cantando alguma música da Diana Ross. A câmera deste mostra o trânsito andando. A câmera daquele mostra o trânsito parado. Este ultrapassa aquele. Como é possível que, no mesmo momento e no mesmo local, o trânsito estivesse andando para um, e parado para outro? Realidades paralelas.
Tão simples.
O UOL colocou em destaque a chamada para a nova coluna do Emir Sader. A coluna é sobre o ataque terrorista à escola russa. Emir Sader se diz perplexo e escandalizado. Não com os terroristas que metralharam e explodiram criancinhas – nos quais ele coloca benevolentes aspas, chamando de "terroristas". Emir Sader ficou perplexo e escandalizado com a atitude da polícia russa, por ter ousado revidar o ataque.
O maior site do país colocou em destaque a chamada para a coluna de um homem que justifica o massacre de bêbes e crianças.
Isso me traz à memória o Arnaldo Jabor no Jornal Nacional. Outro dia (na verdade, já deve fazer um mês, talvez mais) ouvi ele dizer que se fosse iraquiano, teria "saudades do Saddanzinho". Gostaria que ele dissesse isso não para um público que não lê e nada sabe sobre o Iraque, mas para os milhões de iraquianos que foram mutilados e/ou tiveram familiares assassinados durante o regime do "Saddanzinho". O que o Jabor disse é a mesma coisa que dizer: "Se eu fosse judeu, eu teria saudades do Hitler". É asqueroso.
E isso no principal jornal televisivo do país.
Estou ouvindo agora o CD de estréia da pianista japonesa Kazuko Kobayashi, integralmente dedicado às obras de um dos maiores compositores brasileiros (e não só brasileiros): Amaral Vieira. É excelente. Há menos de cinquenta anos, Otto Maria Carpeaux disse que os japoneses nunca compreenderiam a música ocidental. Hoje, grandes músicos de "música ocidental" são japoneses. Amaral Vieira já fez seis ou sete turnês pelo Japão, tocando em mais de 170 cidades. Ou seja, toca mais lá do que aqui. Shame on you, Brasil.
A vontade do governo em acabar com a lei de crimes hediondos me lembra uma frase do Robespierre: "Só os criminosos pedem clemência para com outros criminosos".
Sempre que eu olho para a cara de um macaco, tenho a sensação de que tem uma pessoa presa lá dentro, gritando aaaahhhh, me tirem daqui!