


- Que cê tá escrevendo?
- Meu bilhete de suicídio.
- Cê vai se matar?
- Ou morrer. Um dos dois.
- É bom ter escolhas.
Aldo Rebelo: extrema-esquerda ou extrema-unção?
I will survive. Com Tony Clifton.
Foi-se o tempo em que mulher só lavava roupa.
Nonô pode ganhar a eleição para presidente da Câmara, principalmente se na cédula vier escrito nonononono.
Do Cláudio Humberto:
Engana-se quem imagina José Dirceu magoado: há dias, o ex-ministro batia papo com amigos quando Lula apareceu na tevê. Ele observou, cheio de orgulho: "Isso ninguém me toma – o presidente é esse aí. Fui eu que fiz".
São dois pecados intelectuais e cívicos igualmente perigosos, os extremos da rejeição das funções majestáticas como supérfluas, e da imitação, apenas exterior, da pompa, sem a circunstância histórico-política. Recordo-me de um parlamentar brasileiro que, em visita oficial a Londres, assistiu à entrada do speaker no plenário, que se faz, todos os dias, em procissão solene. Perplexo ante aquela figura oriunda do País de Gales, que lhe pareceu quase mítica, trajando toga e peruca, o político patrício exclamou: – Atravessei o Atlântico para ver essa bicha galesa?
Entre nós não é fácil separar a liturgia do carnaval!...
Roberto Campos, A Lanterna na Popa.
O fantástico Csárdás de Vittorio Monti, com Ferenc Sánta e sua Orquestra Cigana.
Quando você vai no C&C comprar assento de privada com a sua namorada é que você percebe: deu merda.
O politicamente correto chegou a tal ponto que outro dia ouvi uma senadora reclamar da expressão "acabar em pizza". "Pizza não", ela disse, "pizza é um alimento gostoso feito de farinha e tomate que a gente come com as crianças no fim de semana". Ou seja, a gente não pode usar a expressão sob o risco de ofender a pizza! Mas o que que a pizza pode fazer? Imagino uma pizza de mussarela revoltada, brandindo ameaçadoramente uma azeitona. "Fica na tua, seu pedaço de pizza, se não te retalho com meu talher!"
Justiça retarda processo de cassação de José Dirceu. O que só prova, mais uma vez, que a justiça é retardada.

Disparos já está nas livrarias.
Encarar a realidade é melhor do que dar a bunda pra realidade.

Fats Domino volta pra casa depois de passar três dias num bordel. Olha pra New Orleans. Está tudo debaixo d'água. Tudo destruído. Vira-se para a mulher:
– What the fuck? What the fuck did you do, bitch?
Excelente artigo de Lawrence Auster sobre a Palestina. Dica do Rafael.
Bebeu muito Mumm. Virou uma vaca.
Julie Kaufmann canta uma deliciosa musiquinha popular escocesa, acompanhada pelo Neues Münchner Klaviertrio: O, how can I be blythe and glad. Arranjo de ninguém mais, ninguém menos que Ludwig van Beethoven.
É impossível ser a favor do povo e contra o mercado, pelo simples fato de que o povo é o mercado.
Zeitgeist, no Brasil, é poltergeist.
Socialismo não funciona em sociedade.
Essa crise é uma grande Opportunity para o Brasil navegar por mares nunca Dantas navegados.
Do Stabat Mater de Haydn, Flammis orci ne succendar. Alastair Miles é acompanhado pelo Concentus Musicus Wien, sob a regência de Nikolaus Harnoncourt.

Jânio bate ritmadamente o copo de uísque sobre a mesa. Collor e Getúlio brindam. O anão Severino dança entre os pratos. Todos entoam:
One of us, one of us
Gooble gobble, gooble gobble
We accept him, we accept him
One of us, one of us
Lula chora de emoção, e relembra que sua mãe nasceu analfabeta.
Puragoiaba agora está aqui.
Artie Shaw faz Cole Porter ficar perfeito mesmo sem a letra: Begin the Beguine.