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Deus existe não é uma
Deus existe não é uma questão importante. Importante é saber se existe vida após a morte – e, principalmente, se eu e a gostosona do prédio da frente estamos nessa. Porque deus pode perfeitamente existir e não querer nem saber dessa história de vida após a morte. E pode ser que não exista e a gente seja eterno assim mesmo. Vai saber.
A verdade é que ninguém está nem aí se deus existe ou não. O que a gente quer é viver pra sempre. Se não aqui nessa espelunca de quinta categoria, então no paraíso (embora essa espelunca não seja tão de quinta categoria assim. Pense em Mozart, Häagen Dazs ou na gostosona do prédio da frente. É uma espelunca, não resta dúvida, mas dá pra aguentar por um tempo. Uns duzentos mil anos, fácil).
O problema é que a gente nunca vai conseguir responder se existe vida após a morte, pelo menos não na vida antes da morte. A não ser que alguém volte dos – pra citar um Shakespearzinho – confins do país não descoberto. Até hoje ninguém voltou. Pode ser que ninguém tenha querido voltar. Faz sentido. Mas pode ser que o país não descoberto seja apenas o nosso velho conhecido nada de catibiriba (ou é neca de pitibiriba? Nunca sei).
Mas supondo que exista vida após a morte, ela é pra todo mundo? O Aldo Rebelo é eterno? Se você pudesse escolher, todo mundo é eterno, inclusive o Aldo Rebelo, ou ninguém é eterno, todo mundo vai morrer, o que você escolheria? Pode ser que a vida seja eterna apenas para alguns eleitos. Por que não? Pode ser que Hitler, Stalin e aquela minha maldita professora de português da quinta série estejam curtindo a eternidade na beira de uma piscina de Bollinger. Pode ser que Gandhi, que Willis Carrier, meu deus, pode ser que Willlis Carrier tenha se transformado num montinho de ossos fedorentos, enquanto a tia Bete continue enfiando a mão por dentro da calça, coçando o cu e cheirando o dedo. Vai saber.
Dizem que a vida é injusta, e talvez só o Bill Gates discorde disso. É possível que a vida (ou a morte) após a morte também seja. Por que não?
FDR Jukebox
Segundo estudo dos Estudos Sinfônicos op. 13, de Schumann. No piano, Ivo Pogorelich.
Socialismo Liberalismo
Socialismo
Liberalismo
Brasileirinho
(conto curto)
Era capaz de tudo, mas destinado ao nada.
A entrevista do Lula no
A entrevista do Lula no Roda Viva deu a mesma audiência que a entrevista da Bruna Surfistinha no Saca-Rolha. Isso deve significar alguma coisa.
Atenção: post com bastante dois
Atenção: post com bastante dois pontos: lançamento do Blog de Papel em São Paulo: sábado, 19 de novembro, às seis da tarde. Local: Oca, Parque do Ibirapuera, na Primavera dos Livros. Lado bom: textos e ilustrações de 28 “blogueiros” da pesada. Lado ruim: cinco contos meus. Mais: a Barracuda vai estar lá, vendendo: Todas as Festas e Wunderblogs, entre outros muito melhores.
O Blog de Papel também será lançado em: Florianópolis, Curitiba, Goiânia e Rio de Janeiro. Agenda completa: aqui. Estarei nos lançamentos em São Paulo e no Rio. For relaxing times: make it Suntory times.

Sempre que vejo a esquerda
Sempre que vejo a esquerda de passeata, com seus cartazes anti-Bush e suas camisetas pró-Guevara, lembro da frase do Tácito: “os que menos sentem são os que mais choram”.


