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Agora pouco, quase uma da manhã, vi da varanda dois homens quebrando a calçada do outro lado da rua. Pensei em ligar pra polícia, mas me dei conta de uma coisa: só sei o telefone da polícia dos Estados Unidos…
Agora pouco, quase uma da manhã, vi da varanda dois homens quebrando a calçada do outro lado da rua. Pensei em ligar pra polícia, mas me dei conta de uma coisa: só sei o telefone da polícia dos Estados Unidos…
Dizem que Salinger escreveu vários livros que só vão ser publicados depois de sua morte. Morra, Salinger, morra!
Daqui a pouco estréia A História do Brasil Segundo Ernesto Varela, do Marcelo Tas. Dá pra ver ao vivo pelo UOL.
- Tell me the truth!
- The truth? You can’t handle the truth!
*
- I’m not a planet anymore, allright?
- I love you for what you are, Pluto. I wanna marry you.
*
- Yeah, I was a planet. Those were the days… I had it all!
Enquanto isso, no restaurante Hitler’s Cross em Mumbai…
- Por acaso vocês tem comida judaica? Ah, só carne humana de judeu? Sim, sim. É kosher?
Amanhã, comemoração dos dois anos da editora Barracuda e lançamento do Rádio Guerrilha. No Clube Belfiore.
Depois de amanhã, Primavera dos Livros. A Barracuda lá estará com Todas as Festas, Wunderblogs e grande elenco.
Também depois de amanhã, Marcelo Tas faz a primeira pré-estréia em São Paulo da peça A História do Brasil Segundo Ernesto Varela. Assisti no Rio. Imperdível.
28 de abril
Último dia em Veneza. Quero ir no Caffè Florian. Dizem que Proust freqüentava o lugar. Comemos misto-quente e tomamos café. 40 euros. Que bela besta, o Proust.
Mas estou de bom humor. Disposto a cavalgar esse mundinho como um colosso.
- Onde você quer ir agora, querida? Escolhe um lugar. Qualquer um.
- Palácio dos Doges.
Penso na fila. Sempre tem fila pra entrar no Palácio dos Doges. Cavalgar o mundo como um colosso é uma coisa, pegar fila é outra bem diferente.
- E a fila?
- Que que tem a fila?
- Como assim que que tem a fila?
- Como assim como assim que que tem a fila?
- Quê?
- Hã?
Eis o resumo de todos os diálogos entre homens e mulheres. Tento um argumento:
- Acabamos de sentar na mesa onde Proust sentava. Comemos o misto quente que Proust comia – e ainda com o presunto daquela época, provavelmente. Agora me diz: Proust se dignaria a pegar fila pra entrar no Palácio dos Doges? Hein, hein?
- Proust era gay e gostava de torturar ratos.
- OK. Fila.
Leio no livro do Ricardo Kotscho, Do Golpe ao Planalto, que José Alencar é produtor de cachaça. Tá explicado por que ele é o vice-presidente.
Interrompemos nossa programação para informar que o Reinaldo Azevedo mudou de endereço e agora está aqui.
E que a Rachel, minha cunhada que mora em Amã, na Jordânia, finalmente abriu seu blog. Ela me acha muito de direita, mas eu adoro ela.
E de brinde, dois vídeos com dois minutos e sete segundos: