



E o Frei Betto, hein? O frei que não é frei, o Betto que não é Betto. Olha só que bacana: a revista Adega publicou um artigo em que o nosso comuna favorito fala de quatro vinhos inesquecíveis:
(...) um "Amarone" clássico da Valpolicella, que há pouco bebi em Lecco, na Itália; o "Douro Reserva Especial 1986", da Casa Ferreirinha, num jantar em Lisboa; o "Château Mouton Rothschild", do Médoc, que me foi servido num jantar em Aix-en-Provence; e os tintos do Piemonte, na Itália.
Ainda segundo o artigo, Bettão gosta de preparar um Camarão à Provençal "que exige um 'Catarina', de Pinhal Novo, Portugal, semelhante a ouro líquido."
É, meus amigos. Lecco, Lisboa, Aix-en-Provence. Piemonte, camarão, Mouton Rothschild (aqui, em promoção). O frei é foda.
Isso me lembra um trecho da autobiografia do escritor cubano Reinaldo Arenas. Arenas foi perseguido e preso em Cuba. Quando conseguir fugir da ilha, descobriu "uma fauna que nunca vira: os comunistas de luxo".
(...) no meio de um banquete na Universidade de Harvard, um professor alemão me disse: "De certa forma, entendo que você possa ter sofrido, mas sou um grande admirador de Fidel Castro e estou muito satisfeito com tudo o que fez em Cuba."
Enquanto dizia isto, o professor alemão tinha um prato cheio de comida à sua frente. Respondi: "Acho ótimo que admire Fidel Castro, mas, nesse caso, não pode continuar comendo todo esse prato, porque nenhum cubano, exceto o alto comando, pode comer tanto assim." Peguei o prato e o atirei contra a parede.
Cheers!
Texto meu na seção Ensaio da Bravo! deste mês. Não perca. Ou perca. Sei lá. Faça o que tu queres pois é tudo da lei, da lei.