Feliz ano novo
Sucesso! Paz! Felicidade! Amor! Saúde! Dinheiro!
Acho que com essas coisas dá pra ir levando, não?
Feliz 2008!
Sucesso! Paz! Felicidade! Amor! Saúde! Dinheiro!
Acho que com essas coisas dá pra ir levando, não?
Feliz 2008!
Pieter Brueghel, o Velho. Het Land van Cockaigne.
Ontem fui ver Sombras de Goya, do Milos Forman. Na primeira cena do filme, um padre observa alguns desenhos e pergunta quem os fez. Outro padre responde:
– Francisco Goya.
Imediatamente, a mulher que estava atrás de mim exclama surpresa para o marido:
– Olha! É sobre o Goya! O pintor!
*
Inveja da sinapse tardia – faz o mundo muito mais surpreendente do que realmente é.
Com dinheiro do governo federal e apoio da prefeitura, 30 árvores de natal feitas de lixo foram espalhadas pelas ruas de São Paulo.
Podiam ter sido um pouquinho mais sutis.
Um lixo de natal para você também, Lula.
Um lixo de natal para você também, Kassab.
A Dama Sorrindo, do Renoir. Uma beleza. Já houve um tempo em que fui perdidamente apaixonado por essa mulher (Alphonsine, leitor; leitor, Alphonsine). Eu não andava dando muita sorte com as mulheres e lembro que um amigo, aliviado, comentou: “fico feliz que tenhas encontrado um objetivo mais ao teu alcance; uma paixão mais concebível”. Anyway. Se alguém quiser aproveitar o saldão do Masp e me dar esse quadro de natal… É pequenininho. Dá pra carregar fácil, não precisa nem tirar da moldura.
“Nunca vista suas melhores calças quando sair para lutar pela liberdade e pela verdade”, escreveu Ibsen em Um Inimigo do Povo. Tem gente que leva o conselho longe demais e tira a roupa em qualquer protestozinho por aí. Outros, graças a deus, mantém um mínimo de elegância: seria terrível ver o Carlos Alberto Sardenberg sem calças no Ordemlivre.org.
Lorraine Hunt cantando Scherza Infida, de Händel.
Maxim Vengerov tocando, e Barenboim regendo, o primeiro movimento do concerto para violino do Sibelius.
Iain Quinn e a parte lenta da sonata para órgão de Amaral Vieira.
Falem o que quiserem do mundo de hoje em dia. Falem de sua decadência. De como é feio, estúpido, estressante. Com o fone do ipod nos ouvidos, eu não ouço nada.
O Rafael notou em seu blog que brasileiro bem informado é aquele que sabe que Júlio César não foi apenas um jogador da seleção, mas também um imperador romano.
Explicando a piada: Júlio César nunca foi imperador.
Para quem já sabia disso ou para quem descobriu agora, aqui vai uma dica de um livro sensacional que acabei de ler: As the Romans Did, de Jo-Ann Shelton. Se eu tivesse uma editora, seria um dos primeiros livros de história que eu lançaria no Brasil.