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Arquivo de janeiro, 2008

Lydia, oh Lydia, say, have you met Lydia?

27, janeiro, 2008 FDR 3 comentários

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FDR Awards 2007

17, janeiro, 2008 FDR 1 comentário

Melhor livro: David Copperfield, do Dickens.

Melhor seriado: Deadwood, criado pelo David Milch.

Melhor filme: Os Incompreendidos, do Truffaut.

Melhor documentário: Mozart on Tour.

Melhor cena: Fred Astaire e Ginger Rogers dançando e cantando Let’s Face the Music and Dance, no ridículo e maravilhoso Nas Águas da Esquadra.

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No final de dezembro, a

14, janeiro, 2008 FDR 19 comentários

No final de dezembro, a Revista da Folha me pediu um conto de exatamente 100 palavravas que tivesse alguma coisa a ver com São Paulo (a cidade). Nada me inspira menos que São Paulo (bem, talvez Bauru), mas mesmo assim aceitei. O resultado foi publicado ontem, com um pequeno erro: trocaram um “do” por “de o”. Nunca, nunca escrevi um “de o”. Antes a morte, antes uma semana na companhia do Lula, do que escrever um “de o”!

Anyway. Pra quem não teve a infelicidade de ler, aqui vai:

PIQUERI

Algumas pessoas se apaixonam às margens do Sena, outras caminhando em Veneza. Jonas se apaixonou na ponte do Piqueri. Lembrava perfeitamente: o carro quebrado, as buzinas, o beijo antes do reboque chegar.

Agora, de novo sobre a ponte, pensava no que tinha lido outro dia: que, para a ciência, dois corpos nunca se tocam. Os átomos ficam, no máximo, à distância de um centésimo milionésimo de centímetro um do outro. Então, nunca tinha tocado nos lábios dela. Nunca tinha de fato segurado suas mãos.

Que alívio. Aquela vadia!

Pulou com a certeza de que morreria sem tocar o chão imundo.

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