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Reinaldão Azevedo escreveu que eu critiquei a opinião dele sobre a legalização da maconha para criar polêmica e ganhar leitores. Nossa, what a schmuck. Quem precisa de leitores é você, Reinaldão. É você quem vive disso. Eu vivo de outra coisa. No blog, escrevo o que quero, quando quero. Para os meus dois leitores, que não troco, nem adianta insistir, pela sua multidão de leitores.
Reinaldão ficou irritadinho porque eu perguntei se ele teria coragem de defender que “lei é lei” na Alemanha nazista. Disse que eu estava sendo “estupidamente simplista”; afinal, ele só defende que "lei é lei" num “estado democrático e de direito”. Ah, tá. Pensei que ele fosse dizer: “num estado democrático e de direito e quando a lei é contra drogas”...
É claro que a minha pergunta era um exagero. Não penso tão mal do Reinaldão a ponto de achar que ele poderia sair por aí dando pontapés em judeus. Exagerei apenas para mostrar o absurdo do que está por trás do argumento “lei é lei”. E o que está por trás é a idéia de que o Estado, por princípio, está acima da consciência individual. Não está. Não importa se “estado democrático e de direito” ou não.
Eu sou estúpido e sou simplista. E na minha estupidez e simplismo, defendo, sempre, o direito de Antígona de enterrar seu irmão. E do Reinaldão falar a bobagem que quiser.





