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Reinaldão Azevedo acha que quem defende a legalização das drogas devia que ser preso. O homem tá doidão, sô. Ele teria botado o Milton Friedman e o Paulo Francis em cana! Não quero nem imaginar o que teria acontecido, numa ditadura reinaldoazevediana, com o Bob Marley e o Bezerra da Silva...
O argumento do Reinaldão é que lei é lei, e a Justiça (olha a caixa e a ironia alta) proíbe a apologia das drogas. "Lei é lei" é um argumento sensacional. Teria ele coragem de usá-lo na Alemanha nazista? "Desculpa aí, Samuel, mas lei é lei".
Mas mesmos que nós, queridos leitores, que somos pessoas que colocam a consciência individual acima das arbitrariedades do Estado, concordássemos que "lei é lei", por que preferir a lei contra a apologia, em vez da lei que garante a livre manifestação do pensamento?
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A Justiça (olha aí de novo) proibiu a tal da Marcha da Maconha em São Paulo. Li na Folha uma frase muito boa do major Wanderley, da PM: "O que não pode acontecer é uma passeata. Se eles ficarem parados não há problema". Imagino o alívio do pessoal da passeata... afinal, é difícil pensar em duas palavras que combinem tão pouco quanto "marcha" e "maconha"...





