Arquivo

Arquivo de julho, 2008

Product placement no cinema nacional

29, julho, 2008 FDR 1 comentário

wunder.jpg

Olha aí, o mostardinha, entre uma bebida e um cigarro (como convém), piscando pra câmera no filme Nome Próprio.

Categories: Uncategorized Tags:

É a evolução, estúpido!

23, julho, 2008 FDR 6 comentários

(originalmente publicado na revista Bravo!)

Oxford. 30 de junho de 1860. O bispo Samuel Wilberforce discute a teoria da evolução com o biólogo Thomas Huxley: “Meu caro Huxley: só porque sua avó tinha mais pêlos do que uma fábrica de carpete, isso não quer dizer que todo mundo tenha vindo dos macacos”. O biólogo sorri: “Bem, é melhor ser descendente de um orangotango do que de um asno como o senhor!”.

OK. Admito. A discussão não foi exatamente assim. Mas foi quase isso. E até hoje, Wilberforces e Huxleys se estapeiam por aí a respeito da origem do homem. Na minha opinião (mas pode ser a sua também, se você quiser), pouco importa se viemos do chimpanzé, do tamanduá ou daquele cara sem costela que comeu a maçã. Muito mais importante é saber para onde estamos indo. Veja: o cérebro humano triplicou de tamanho nos últimos três milhões de anos. E se ele tem crescido nos últimos três milhões de anos, por que pararia agora? Ele não vai parar. Ele vai em frente. Ele vai transformar todos nós em cabeções.

Talvez você seja um grande otimista e diga saltitante de felicidade: “Tudo bem que nossas cabeças ficarão gigantes. Tudo bem que teremos que usar óculos iguais aos do Kim Jong-Il. Tudo bem que será possível jogar futebol dentro de nossos bonés. Pelo menos, nós seremos mais inteligentes!”.

É um modo de olhar as coisas. Um modo errado, mas um modo. Afinal, embora nosso cérebro tenha triplicado de tamanho, é duvidoso que tenhamos ficado mais inteligentes. Beeem duvidoso. Mas vamos supor que ficamos. Vamos supor que a Paris Hilton é um avanço intelectual em relação à Chita. A pergunta a ser feita é a seguinte: a inteligência é realmente tão importante assim? Vale a pena trocar toda a nossa querida, amada ignorância por uma cabeça do tamanho de um balão?

Espere. Não responda ainda. Tem mais coisa: não só nossas cabeças tendem a crescer, como nossos corpos tendem a diminuir. Cada vez mais, precisamos menos dos nossos corpos. Quantas vezes por ano você sai para caçar na selva? Não venha me falar de pilates ou spinning. Pedalar num aparelho de ginástica ouvindo hip hop no iPod definitivamente não é a mesma coisa que correr seminu pela selva atrás de um mamute. Definitivamente não é.

Vamos repassar os fatos. Fato um: nossas cabeças crescem. Fato dois: precisamos cada vez menos dos nossos corpos. Conclusão: estamos fritos.

Pensem na Scarlett Johansson do futuro. A cabeça do tamanho de um pneu de jamanta num corpinho menor que o do Nelson Ned! Pobre Scarlett. Não será, digamos assim, o tipo de garota que um cara normal convidaria pra jantar com segundas intenções. Aliás, nem com primeiras. O lado bom é que no futuro ninguém vai precisar convidar garotas cabeçudas para jantar. Nossos corpos se contentarão com pílulas altamente concentradas de nutrientes. E o sexo, bem, o sexo é desnecessário para a evolução. Já podemos nos reproduzir em laboratório, mesmo que o laboratório não tenha luz vermelha e espelho no teto. Adeus, cinta-liga. Adeus, algemas. Adeus, calcinhas comestíveis sabor morango.

Oxford. 30 de junho de 25074. O Sr. Crânio está ao lado da Scarlett Johansson do futuro. Suas cabeças, lado a lado, ocupam todo espaço aéreo do Mato Grosso do Sul. E olha que eles estão no Paraná! Eles falam sobre os homens do passado. Eles falam de nós. O Sr. Crânio ri: “Dá pra acreditar? Os caras comiam foie gras! Ostras! Trufas! Que bárbaros!”. E a Scarlett Johansson: “E faziam sexo. Suas cabecinhas se beijavam e seus corpos desajeitados se esfregavam uns nos outros. Dá pra acreditar numa coisa dessas?”. Ouvindo isso, o Sr. Crânio, sem saber bem por que, sente lá no fundo da sua alma o nascimento de uma pequena, ridícula, absurda melancolia.

Categories: Uncategorized Tags:

Vai um link aí?

4, julho, 2008 FDR Sem comentários
Categories: Uncategorized Tags:

Bruckner

1, julho, 2008 FDR 2 comentários

Lacuna 5.342: não conheço quase nada de Bruckner. Recentemente, ouvi sua sétima sinfonia na Sala São Paulo, Barenboim regendo a Orquestra da Ópera de Berlim. Sensacional. Gostei sobretudo do terceiro movimento, que vai aí no vídeo abaixo, Orquestra do Festival de Lucerna, Abbado na batuta. Enjoy.

Categories: Uncategorized Tags: